Todas as vezes, à mesa, o nada faz sentido

Dentro de uma perspectiva de que é preciso ganhar, a mutação é a ordem que rege o jogo, faz-se o que é imaginável para tanto. O ganhar é o sentido do jogo, o que lhe confere significado. O jogo, algo sem função num primeiro momento, é como se fosse o desprendimento da vida real, ainda que se possa questionar o real, mas ele, o jogo, é uma vazão carregada de significado.

Mas tantos são os sentimentos envoltos no ato de jogar, há tanto para se considerar e aproveitar, que o jogo por si, em sua essência, é motivo único e sagrado de engajamento, condição escolhida e vivenciada pelo jogador, quase que como uma espécie de redenção, um porto seguro não seguro.

Só se encontra o jogo enquanto se está nele, a sé dos degenerados, o escape e o motivo do escape, a opção voluntária de quem prefere o lúdico à todo o restante.

No poker, este espaço condizente condiz, afinal, é jogo.

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