A variância da rotina

Nas altas horas, suando nos flips, o barulho irritante do tempo esgotando, o café já frio, o clique que escapa e dá call, o ferro que insiste em permanecer, o bet no draw, o check no redraw, fold. Cinco minutos para o banheiro, pensando no fold errado, o piranha na canhota que não pára de dar 3-bet, busca no OPR, turn blank, leva dois outs, pára de registrar, lamenta e dá call. Repete a música, deixando em looping, e o teclado recebendo o café frio, puta que o pariu! Pega um pano e folda KK, quatro telas piscando, chega a tempo de dar all in, é lixo mas segura. A manhã já dá as caras, um flush vermelho, aquele pote, aquela hora, puxa, faz tudo de novo, diferente.