BSOP ou KSOP?

Se há dois ou três anos alguém se atrevesse a comparar o BSOP com qualquer outro torneio no Brasil certamente seria motivo de chacota. Digo isso porque todos eventos que ousaram competir com o conceituado BSOP sucumbiram… Até que surgiu o KSOP.

O evento ocorrido no ano passado, na linda cidade de Camboriú, em parceria com o WPT, registrou 3.386 entradas e distribuiu mais de R$ 4.000.000,00 em prêmios só no evento principal. Não foi à toa que este episódio de inesperado sucesso provocou grande repercussão no meio. Seria o KSOP um adversário à altura para o BSOP?

A grande resposta para essa pergunta poderá ser revelada no mês de abril. É que nesse período os dois gigantes resolveram se confrontar realizando suas próximas etapas simultaneamente em Brasília e em São Paulo.

Seria esta a melhor estratégia? Este conflito de datas, a meu ver, mostra claramente que faltou diálogo e bom senso. Acredito que ambos sairão perdedores desse confronto de egos. Neste passo, enumerarei as principais características que considero relevantes de cada um para a próxima etapa. Vamos a elas.

BSOP (mais informações)
Credibilidade: o BSOP goza de reputação ilibada;
Organização: o BSOP possui os profissionais mais experientes e capacitados da América Latina;
Prêmio extra: o BSOP oferece nesta etapa quatro pacotes completos no valor de US$ 30 mil para o milionário evento PSPC que será realizado no ano de 2019 em Bahamas;
Custo benefício: o BSOP garante para a próxima etapa o valor de R$ 2.500.000,00 exclusivamente para a premiação do evento principal, tendo valor de inscrição de R$ 2.600,00;
Imposto: o BSOP retém o imposto na fonte;
Local do evento: Brasília/DF;
Gentileza: o BSOP, ao contrário dos grandes torneios mundiais, não oferece sequer água para os jogadores.

KSOP (mais informações)
Credibilidade: o KSOP ainda necessita de um tempo de maturação para gozar de reputação ilibada;
Organização: o KSOP vem melhorando, mas ainda não se equipara ao rival;
Prêmio extra: o KSOP oferece aos participantes da etapa 10 pacotes de viagem para o Cassino Sun Monticello, no Chile;
Custo benefício: o KSOP garante nessa etapa o valor R$ 2.000.000,00 exclusivamente para o evento principal, tendo valor de inscrição de R$ 1.500,00;
Imposto: o KSOP não retém o imposto na fonte;
Local do evento: São Paulo/SP;
Gentileza: o KSOP distribui gratuitamente lanches no dia 2 do evento.

Bom, expostos os comentários, cabe ao leitor a decisão de qual evento jogar. Agora, se você é um daqueles gorilas que ficam pagando 3-bet com mão marginal o tempo todo, é melhor não jogar nenhum deles.

 

Imagem: Onyx9/Shutterstock.com

Pôquer harmonizado com o melhor da vida

Harmonizar, tornar algo harmônico. Esta palavrinha que é muito usada pelos enólogos e demais amantes do vinho, enquadra-se perfeitamente com a realidade atual do pôquer. Sabiamente, os organizadores têm escolhido para sediar seus eventos lugares cada vez mais bonitos e luxuosos.

Eles perceberam que, da mesma forma que um bom vinho necessita ser harmonizado com uma boa comida para evidenciar o sabor de ambos, seria interessante também escolher lugares paradisíacos para valorizar ainda mais os eventos de pôquer e seus jogadores. Além do pessoal do BSOP aqui no Brasil, a equipe do European Poker Tour esbanja expertise e categoria na hora de escolher os locais para sediar seus eventos.

Recentemente, tive a oportunidade de participar do IPT e do EPT que foram realizados na bela e bem organizada República de Malta. Um país alegre, bonito, com uma culinária bastante heterogênea e simplesmente deliciosa, com destaque para os frutos do mar e as fantásticas massas, que sofrem grande influência dos talentosos italianos que residem lá devido a proximidade geográfica. Outra curiosidade de Malta diz respeito a sua pequena produção de vinho, muitos dos quais que tive o prazer de saborear e dificilmente o farei novamente. Explico o porquê dessa afirmação: por se tratarem de vinícolas artesanais e com capacidade de produção muito pequena, os produtores optam por não exportar suas beldades. Que pena!

Voltemos ao pôquer. Ou ainda, se preferirem, eu continuo falando de vinhos. Não? Ok! Vamos ao pôquer. Escolhemos como abrigo para passar nossos valiosos sete dias em Malta um confortável apartamento localizado próximo ao lugar onde se realizou o evento. Gastávamos até lá uns quinze minutos andando ou cinco minutos de táxi, que em Malta não é nada barato quando comparado com o ônibus. Passeávamos pela cidade a qualquer hora, sem nenhuma preocupação. Pasmem: o índice de criminalidade em Malta é quase inexistente. Que inveja! Desculpa! Esqueci que prometi falar de pôquer.

Pois bem, como de costume em eventos do EPT, a maioria dos melhores jogadores do mundo prestigiam o torneio. Estavam lá as já conhecidas e consagradas piranhas e outras menos conhecidas, porém não menos perigosas. Das piranhas conhecidas, destaque para o campeão do PCA o polonês Dominik Panka, que mais uma vez mostrou o seu alarmante poder de concentração e habilidade, faturando a bagatela de €347.300 pela conquista do terceiro lugar no evento principal do EPT, que foi vencido por um francês pouco conhecido. Agora, façanha mesmo foi a do polonês Dzmitry Urbanovich, que simplesmente disputou seis mesas finais e cravou quatro delas, faturando mais de €700.000. E ainda dizem que pôquer é um jogo de sorte…

Para finalizar, um detalhe que me chamou atenção foi a quantidade de jogadores que frequentemente eu encontrava na academia treinando. Cada vez mais os atletas das cartas entendem que é fundamental manter o corpo sadio para fortalecer a mente. Tomara que essa tendência se alastre no nosso meio e sirva de exemplo para todos que ainda não perceberam a importância e o benefício da atividade física em tudo que se faça na vida.

Uma coisa eu posso afirmar: se você praticar constantemente algum exercício físico e se alimentar adequadamente, poderá até não ficar rico nas mesas de pôquer, mas viverá bem com você mesmo pelo resto da sua vida.

Tara inti hekk!

 

Imagem: Tyler Olson/Shutterstock, baía de San Giljan

A ilimitada falta de coerência das reentradas ilimitadas

Seria utopia pensar que a Brazilian Series of Poker não sucumbiria à ganância do seu maior patrocinador e à influência maligna do LAPT. Introduzir reentradas ilimitadas no evento principal da BSOP é um equívoco que pode trazer prejuízos irreparáveis para imagem do pôquer no Brasil. A palavra ilimitada, nesse caso, significa sem controle, sem responsabilidade, sem lucidez, sem coerência, sem igualdade de direitos, sem respeito às próprias raízes e, consequentemente, sem a aceitação da sociedade. É lamentável que a usura de alguns coloque em risco um árduo trabalho que, durante anos, foi feito para provar que o pôquer pode ser um jogo saudável, igualitário e responsável.

Os fracos argumentos, usados por alguns para defender as reentradas ilimitadas, são inconsistentes e parciais. Dizer que as reentradas enlouquecidas são para agradar os jogadores que moram longe e os ditos jogadores profissionais, é uma clara tentativa de mascarar o verdadeiro intuito dessas mudanças. Se assim for, façam, então, um torneio exclusivo para os lunáticos.

De quebra, coloquem máquinas caça-níqueis, roletas, jogo de dados e cuspe à distância para ocupá-los durante os intervalos. Definitivamente, não se pode tomar medidas que favoreçam os mais afortunados em detrimento da maioria com menos recursos. Querem realmente agradar a maioria dos jogadores? Então se esforcem para diminuir as exorbitantes alíquotas de impostos cobradas, coloquem cadeiras confortáveis nos eventos, lutem para que tenhamos alimentos de qualidade com preços aceitáveis.

O lucro com as reentradas ilimitadas pode não compensar o preço de uma insastifação geral.

 

Imagem: Dzianis/Shutterstock

Chegamos ao river de 2014

Pouco antes do dealer bater a última carta do bordo de 2014, tivemos o maior BSOP Millions até então, com uma histórica premiação para o poker brasileiro. Tivemos também as palestras organizadas por Gabriel Goffi em seu Congresso Brasileiro de Poker, e as liberadas posteriormente em vídeo do MasterMinds, em sua maioria ótimas, numa iniciativa das boas.

Ao final da rodada de apostas do turn, Foster e seu feito inédito, um de nós no November Nine. Fato comentado por Pedro Marte (Mais um 7 a 1, agora no poker) e Marcos Cerqueira (Bruno Foster já ganhou e Verde, amarelo, azul e branco, e aí?).

Pouco antes do dealer bater o turn, dividíamos nossas atenções para duas Copas do Mundo, a de futebol, e claro, a WSOP, que foi palco da maior polêmica do ano, o jovem Colman disparou contra a indústria, tema largamente discutido por Lízia Trevisan (O saldo da WSOP 2014), Marcos Cerqueira (Os vulcões da demagogia) e Marco Naccarato (Para Daniel Colman, ganhador do torneio milionário One Drop, vencer foi a gota d’água e Considerações sobre a polêmica de Colman no One Drop). E como a cidade vira o centro do poker no mundo nessa época, não é demais dar uma conferida nos Porões de Las Vegas, no blog do Vitão (Las Vegas chamando: Porões de Las Vegas), e aqui no Metapoker (Las Vegas, junho de 2014).

O flop de 2014 foi surpreendente, com Igianne Bertoldi cravando o Main Event da Brazilian Series of Poker, fato comentado por Naccarato em O par de damas que quebrou qualquer estatística. Conquista que veio quebrar alguns paradigmas da presença feminina nos feltros, como comentado por Lízia Trevisan (Credibilidade e competitividade das mulheres no poker e Poker, mulher e preconceito), Mercedes Henriques (Mulher sim. Jogadora de poker sim. Vulgar nunca) e por Naccarato (Por uma perspectiva feminina no poker).

Por fim, bom mesmo é saber que nos sites e fóruns, nas discussões e reflexões, no quintal, na poker room do bairro, no clube famoso ou nos torneios que atraem centenas, o poker continua apesar dos anos. Nova rodada, blinds are up!

 

Fontes citadas: Superpoker, Congresso Brasileiro de Poker, 888 Poker

Uma viagem sem volta

Os novos donos do site PokerStars literalmente chutaram o pau da barraca, abrindo as portas do inferno para quem quiser entrar. Brevemente quando você acessar o site para jogar pôquer, encontrará várias arapucas disfarçadas de entretenimento que certamente levarão milhares de pessoas ao vício e a consequente bancarrota. Sinto repúdio só de pensar que, no lobby do site cujo slogan é “Nós somos poker”, encontraremos agora convites para jogar roleta, bingo, vinte-e-um e vários outros jogos reconhecidamente nocivos. O até então respeitado site PokerStars, que sempre levantou a bandeira do pôquer habilidade, intelectual e saudável… Pasmem! Agora, tenta de forma sórdida e gananciosa, induzir seus fiéis clientes apaixonados por pôquer a praticar jogos de azar.

Ao optarem por esse caminho, os novos proprietários demonstram claramente que não se importam, e muito menos reconhecem, o enorme esforço que os organizadores vêm fazendo ao longo dos anos para provar para a sociedade que o jogo de pôquer pode ser saudável. Essa lamentável contaminação que será implantada pelo site será tão maligna quanto, por exemplo, a de se colocar nas prateleiras de um supermercado pacotes de biscoitos ao lado de saquinhos de cocaína para vender.

A questão é, quem terá coragem de bater de frente com o poderoso PokerStars? Quantos pegarão o microfone para criticar esse absurdo? A comunidade do pôquer vai se calar? Vai se omitir? Ou terá a cara de pau de fazer campanha em prol desses abomináveis jogos? Não se pode mais ficar em cima do muro, esse é o momento para que os formadores de opinião se manifestem de forma responsável e imparcial.

Penso que, se os responsáveis pelo pôquer incentivarem essa aproximação contagiosa, estarão dando um tiro no próprio pé. Na tentativa de defender o site, alguns poderiam dizer que o pôquer sempre foi jogado em cassinos, e que sempre dividiu espaço com jogos de azar e nem por isso foi contaminado. Pura demagogia… Um dos motivos que interferem na não aceitação por parte da sociedade de que o pôquer é um jogo saudável é justamente a sua proximidade com os temidos jogos de azar que, de uma maneira ou outra, invariavelmente acabam atraindo alguns mais vulneráveis.

E também não me venham com argumentos do tipo: “o pôquer vai continuar no site e ninguém será obrigado a jogar outros jogos”. Os senhores bem sabem que, na prática, não é bem assim que funciona. Bom, o recado está dado. Cabe a você decidir o que é melhor para sua vida. O PokerStars já decidiu o que é melhor para o bolso dele e, de quebra, deixou evidente que não se importa com o seu. Abraços!

 

Imagem: Shutterstock (editada)

O Home Game e suas armadilhas

Quem nunca participou de um joguinho de pôquer na casa de um amigo? Aquele poquerzinho leve, despretensioso, baratinho, jogado sem grandes estratégias, acompanhado daquela cervejinha gelada. Bom, né? Nesse clima descontraído a falinha rola solta e a zoação é obrigatória. Só que, infelizmente pela influência maligna de alguns praticantes, a maioria desses divertimentos caseiros vêm perdendo o sentido de confraternização e de entretenimento. Tem sempre um ou outro que não entende o verdadeiro espírito da coisa, ou seja, não percebe que nessas ocasiões o que menos importa é vencer. Esse tipo de peste contamina o ambiente, faz com que a gentileza, até então costumeira, dê lugar ao desaforo. Alguns seres mais elevados e sensitivos conseguem até enxergar a presença de uma nuvem negra sobrevoando a mesa. E, é nessa hora, sem que ninguém perceba, aproveitando-se do ambiente pesado que lhe é propício, que o Diabo emerge das profundezas do inferno, senta-se ao lado do dealer e literalmente incendeia o jogo. Os inocentes seguradores de cartas, sem perceber, influenciados pela presença maligna do chifrudo, deixam de ser amigos para virarem jogadores obcecados em ganhar dinheiro. E, no final da noite, o que era para ser divertido e barato termina cansativo e caro. A maioria dos participantes saem com a sensação de que nada valeu a pena.

Para não colocar em risco o orçamento financeiro de ninguém e nem precisar contratar uma rezadeira para afastar possíveis obsessores, procure ser seletivo na escolha dos convidados. Quando estiver jogando, tenha atenção redobrada naquele “amigo” que sempre quer aumentar os valores do cacife, que sempre tenta postergar o término do jogo, aquele cara que quando perde quer pagar com cheque pré-datado e quando ganha exige receber imediatamente em espécie. Lembrou de alguém? É esse mesmo, fuja dele. Qualquer semelhança com o capeta, nesse caso, não é mera coincidência.

Feche as portas do seu Home Game para os pobres de espírito. Convenhamos que lugar de fazer fortuna jogando pôquer não é na varanda ninguém.

 

Imagem: Demon of gambling, publicada em Magasin Pittoresque, Paris, 1845 (crédito: Marzolino/Shutterstock)

O pôquer venceu

Imediatamente após a vitória incontestável do talentoso sueco Martin Jacobson recebi uma ligação inusitada. Foi assim:

– Fala Cerqueira! Tudo bem? O que achou do resultado da WSOP?
Antes mesmo da minha resposta, a voz empolgada do outro lado da linha continuou:
– Fiquei muito satisfeito, aliviado e feliz. Venceu o melhor, o mais concentrado, o mais técnico, o mais inteligente, o mais preparado mentalmente…
E ainda continuou:
– Essa mesa final foi mais uma prova irrefutável que eu não sou sorte.
Foi aí então que eu interrompi:
– Espera aí amigo, como assim você não é sorte?! Quem está do outro lado da linha?
– Eu, Cerqueira!
– Eu quem?
Questionei, obtendo a seguinte resposta:
– Sou eu, o seu amigo!
– Que amigo, porra?!
– Calma! Eu sou o pôquer bem jogado. 

Nessa hora eu já estava na segunda garrafa de vinho e pensei: não é que o cara me ligou mesmo? Escrever alcoolizado dá nisso.

Apesar de uma certa frustração pela eliminação precoce do nosso representante brasileiro, a mesa final deste ano foi bem agradável de assistir. O primeiro dia de competição ficou marcado pelo domínio técnico do holandês Jorryt van Hoof e pela quase inexplicável jogada do espanhol Andoni Larrabe, que ignorou a sua trinca no river e deu um medonho chek behind. Uau! Quase derrubei a minha taça de vinho. Merece destaque também o shove imbecil com TT do back-to-back Mark Newhouse. Fora isso, um fold discutível de AJ do nosso Fostera e nada mais.

Depois de seis competidores eliminados no dia anterior, o seguinte e decisivo dia da competição começou com três heróicos sobreviventes: um confiante e muito habilidoso holandês, um pouco expressivo norueguês e um memorável jogador sueco. Não demorou muito para a confiança holandesa sucumbir a frieza e a determinação do excelente jogador da Suécia. E, para surpresa de muitos que esperavam ver o holandês no HU, o duelo final foi protagonizado pelo “iceman” Martin Jacobson e teve o norueguês Stephensen apenas como coadjuvante. A superioridade de Jacobson, que já era visível, ficou incontestável: o HU foi um verdadeiro massacre mental imposto pelo sueco. O Main Event da WSOP, dessa vez, não decepcionou. E, como disse meu amigo, coroou o melhor e o mais bem preparado jogador da mesa final. O sueco Martin Jacobson, com méritos, colocou o bracelete de diamantes no pulso e alguns milhões de dólares na conta.

A WSOP de 2014 ficará na memória de todos nós brasileiros pela imensurável façanha do cearense Bruno Foster em conseguir um lugar na mesa final de pôquer mais cobiçada do mundo. Sinceramente, para mim, depois disso, pouco importou o desempenho do Fostera na mesa final. Como já tinha dito, ele tornou-se um campeão já em julho de 2014. E nada e nem ninguém poderá apagar o seu memorável feito.

 

Imagem: Shutterstock (editada)

Bruno Foster já ganhou

Falta pouco, muito pouco para recomeçar o maior espetáculo de pôquer do planeta. No próximo dia dez, o iluminado Bruno Foster sentar-se-á a mesa mais cobiçada e desejada do mundo do pôquer: a mesa final do MAIN EVENT da WSOP.  Por ter o menor número de fichas dentre os nove finalistas, o brasileiro é considerado pelos gringos um grande azarão. Se levarmos em consideração somente a quantidade de fichas, pode até ter uma certa lógica. Agora, se analisarmos pelo lado do carisma, da energia da torcida e do sangue nos olhos do Fostera, acho que o prognóstico mundial pode cair da cadeira… E tomara que caia.

O meu otimismo aumentou ainda mais depois que vi as performances dos outros finalistas. Sinceramente, não vi nenhum bicho de sete trincas: nenhum Negreanu ou  Phil Ivey da vida. A meu ver, o Fostera não deve cartas para nenhum dos finalistas. Para elucidar a minha constatação, cito como exemplo o back-to-back Mark Newhouse, que ao longo do torneio fez jogadas surpreendentemente amadoras e muito ruins. Particularmente, esperava muito mais dele. Bom, deixarei essas análises para os mais capacitados.

O que eu quero dizer é que se o baralho ajudar em alguns momentos e não atrapalhar em outros, o sonho do título tupiniquim pode virar realidade. Até porque o mais difícil já foi feito, ou alguém acha que conquistar um lugar na mesa final do maior torneio do mundo é fácil? Seja qual for o resultado do Fostera, ele já é um vitorioso. Pelos motivos expostos acima, eu acredito e muito na vitória do “azarão” brasileiro. Vamos então, na próxima semana, emanar a mais pura energia para o já campeão Bruno Foster. De minha parte, para diminuir um pouco a ansiedade, além de comer o resto das minhas unhas, assistirei as jogadas do Fostera saboreando um bom vinho. Acho que beberei um autêntico italiano primitivo de manduria. Veja bem, posso até não entender de pôquer, agora, de vinho….. Eu entendo menos ainda.

Salute!

 

Imagem: Página de Bruno Foster no Facebook