Pôquer harmonizado com o melhor da vida

Harmonizar, tornar algo harmônico. Esta palavrinha que é muito usada pelos enólogos e demais amantes do vinho, enquadra-se perfeitamente com a realidade atual do pôquer. Sabiamente, os organizadores têm escolhido para sediar seus eventos lugares cada vez mais bonitos e luxuosos.

Eles perceberam que, da mesma forma que um bom vinho necessita ser harmonizado com uma boa comida para evidenciar o sabor de ambos, seria interessante também escolher lugares paradisíacos para valorizar ainda mais os eventos de pôquer e seus jogadores. Além do pessoal do BSOP aqui no Brasil, a equipe do European Poker Tour esbanja expertise e categoria na hora de escolher os locais para sediar seus eventos.

Recentemente, tive a oportunidade de participar do IPT e do EPT que foram realizados na bela e bem organizada República de Malta. Um país alegre, bonito, com uma culinária bastante heterogênea e simplesmente deliciosa, com destaque para os frutos do mar e as fantásticas massas, que sofrem grande influência dos talentosos italianos que residem lá devido a proximidade geográfica. Outra curiosidade de Malta diz respeito a sua pequena produção de vinho, muitos dos quais que tive o prazer de saborear e dificilmente o farei novamente. Explico o porquê dessa afirmação: por se tratarem de vinícolas artesanais e com capacidade de produção muito pequena, os produtores optam por não exportar suas beldades. Que pena!

Voltemos ao pôquer. Ou ainda, se preferirem, eu continuo falando de vinhos. Não? Ok! Vamos ao pôquer. Escolhemos como abrigo para passar nossos valiosos sete dias em Malta um confortável apartamento localizado próximo ao lugar onde se realizou o evento. Gastávamos até lá uns quinze minutos andando ou cinco minutos de táxi, que em Malta não é nada barato quando comparado com o ônibus. Passeávamos pela cidade a qualquer hora, sem nenhuma preocupação. Pasmem: o índice de criminalidade em Malta é quase inexistente. Que inveja! Desculpa! Esqueci que prometi falar de pôquer.

Pois bem, como de costume em eventos do EPT, a maioria dos melhores jogadores do mundo prestigiam o torneio. Estavam lá as já conhecidas e consagradas piranhas e outras menos conhecidas, porém não menos perigosas. Das piranhas conhecidas, destaque para o campeão do PCA o polonês Dominik Panka, que mais uma vez mostrou o seu alarmante poder de concentração e habilidade, faturando a bagatela de €347.300 pela conquista do terceiro lugar no evento principal do EPT, que foi vencido por um francês pouco conhecido. Agora, façanha mesmo foi a do polonês Dzmitry Urbanovich, que simplesmente disputou seis mesas finais e cravou quatro delas, faturando mais de €700.000. E ainda dizem que pôquer é um jogo de sorte…

Para finalizar, um detalhe que me chamou atenção foi a quantidade de jogadores que frequentemente eu encontrava na academia treinando. Cada vez mais os atletas das cartas entendem que é fundamental manter o corpo sadio para fortalecer a mente. Tomara que essa tendência se alastre no nosso meio e sirva de exemplo para todos que ainda não perceberam a importância e o benefício da atividade física em tudo que se faça na vida.

Uma coisa eu posso afirmar: se você praticar constantemente algum exercício físico e se alimentar adequadamente, poderá até não ficar rico nas mesas de pôquer, mas viverá bem com você mesmo pelo resto da sua vida.

Tara inti hekk!

 

Imagem: Tyler Olson/Shutterstock, baía de San Giljan