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Riess, “a besta”, é o melhor do Main Event, mas soltou a pior falinha de campeão

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Na última madrugada de terça para quarta-feira o jovem Ryan Riess levou o bracelete multi-cravejado do Main Event da World Series deste ano. Logo após recebê-lo, em entrevista com a repórter Kara Scott, soltou a falinha bestial “Sou o maior jogador do mundo”, muito mal recebida pela comunidade do poker (confira aqui neste vídeo publicado no Poker.co.uk, o momento da entrevista).

Riess pode ter falado no calor do momento, sem pensar muito sobre, mas definitivamente não é o tipo de coisa que se pode afirmar, pois mesmo que ele fosse o melhor, ele apenas estaria o melhor, o que é bem diferente. O melhor jogador do mundo é proclamado por outros, não se auto-proclama.

Ao longo da transmissão e nos comentários, a pressão por um poker bem jogado é constante e presente, seja dos especialista ou mesmo dos jogadores que olham cada move com bastante critério. Todas as sequências de erros, as apostas equivocadas, o range e a falta de ação serão apontadas e faladas, o que mostra que não basta ser o campeão, é preciso apresentar o melhor jogo possível.

Desta forma, o melhor jogador do mundo pode não existir, pois ele precisaria errar pouco ou nada, tomar fatiadas monstruosas e não tiltar, blefar e nunca ser pago, cravar o torneio tendo recebido cartas medianas, e ainda dar a melhor declaração possível após a vitória.

Ao menos agora sabemos que Reiss ainda pode provar ser um dia um dos melhores, mas definitivamente, num torneio de falinhas, ele teria ficado milhas de distância de um November Nine.

Comentários

About the author / 

Marco Naccarato

Marco Naccarato é designer, escritor, jogador de poker e autor dos livros Floating in Vegas e Floating in Miami, que relatam com humor a dinâmica do small stakes dessas cidades. Tem textos publicados nos sites Aprendendo Poker, Pokerdicas, PokerGirls e Queens of Poker, e é idealizador do site Metapoker, além de organizar o torneio semanal ADT Poker, no bairro da Mooca, em São Paulo

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2 Comments

  1. Gabriel 08/11/2013 at 18:45 -  Responder

    Eu penso é diferente de eu sou…..

    sei lá né!

    • Marco Naccarato 10/11/2013 at 12:07 -  Responder

      “I think I’m the best”, é como “Acho que sou o melhor”… Se bem que “Penso que sou” ou “Acho que sou” só reforçam a ideia de que ele se colocou como o melhor do mundo. Seria diferente imho se ele falasse que mostrou um bom jogo dentre os November Niners. Quem manja de poker sabe que não é um resultado único que vai mostrar isso, talvez isso que tenha incomodado todo mundo. Mas, o ponto principal pra mim, é que qualquer classificação desse tipo é sempre capenga. É fácil apontar uns 20 jogadores fora de série no cenário do jogo, mas eleger apenas um como melhor do mundo é sempre controverso, seja pelo volume de resultados, de ganhos ou de estilo de jogo.

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