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Por fim, a regulamentação do poker

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O poker no Brasil cresceu mais até que na maioria dos países, chamando a atenção das autoridades. Chegou-se no ponto do vai ou racha. Mais cedo ou mais tarde teria que ser ou legalizado e regulamentado, ou poderia ser proibido. O Brasil atravessa uma situação de crise moral e fiscal graves, e nas crises é que surgem as oportunidades. Quando se estuda maneiras de arrecadar mais taxas, impostos e tributos, se coloca para escanteio os princípios de falsa moralidade que não permitia a regulamentação de jogos de azar.

O caminho que se estava desenhando, e que talvez ainda pode ser o escolhido, é de se regulamentar o jogo de azar, e o poker poderia ser incluído nessa regulamentação. Por ironia, apesar de defendermos que o poker não é jogo de azar, teríamos que admitir que seria um jogo de azar para ser regulamentado.

Como seria essa regulamentação? Os focos principais seriam a tributação e a fiscalização contra lavagem de dinheiro. Os projetos que já tramitavam no congresso, previam a possibilidade de liberar o jogo em cidades turísticas. Esse caminho não interessa aos atuais empresários do poker live. Vejo que a alternativa que a CBTH está buscando no lado esportivo é um projeto paralelo que fugiria dessa regulamentação do jogo de azar e manteria o status quo.

Há mais benefícios com a regulamentação do jogo de azar e do poker live, do que continuar meio que na clandestinidade. Os benefícios da legalização dos jogos de azar, inclusive o poker, seriam: maiores investimentos, geração de emprego, renda, impostos em benefício da sociedade e economia de divisas propiciando turismo interno. Para o poker live, seria bom para os empregados do setor, para os jogadores se organizarem, para a criação de times em empresas jurídicas para pagarem menos impostos, melhor aceitação da sociedade aos jogadores etc.

Sei que olhando para o nosso umbigo de grinder, vamos ter que pagar taxas e impostos, que hoje conseguimos muitas vezes omitir, mas é o preço a ser pago. Qual o caminho que vai ser escolhido não se sabe, mas creio que serão dias melhores. O que a galera está mais preocupada é o que ocorreria com o online. Será que vão restringir a liberação aos jogadores domésticos? É uma possibilidade. Acredito que vão regulamentar o jogo em sites internacionais como é hoje, porém cobrando impostos e uma fiscalização mais rígida com as transferências internacionais.

Não é o fim do mundo galera, creio que todos continuarão jogando como hoje, mas pagando um tributo obrigatório.

 

 

Imagem: blablo101/shutterstock.com (editada)

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Moacyr Farah
Moacyr Farah

Jogador de poker e blogueiro no Flopeiros Anônimos, define o poker como: esporte, amizades e trofeuzinhos.

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