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O que difere o gênio do imbecil

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Identificar um medíocre segurador de cartas é tarefa fácil para qualquer praticante. Entretanto, qualificar o quão bom é um jogador não é tarefa tão simples assim. Criticar por criticar ou elogiar por elogiar, sem ter conhecimento de causa, é o mesmo que fazer chover no molhado: é ser mais um no universo hipócrita da mesmice.

Constantemente vemos jogadores/professores nas mesas de pôquer criticando ou elogiando jogadas sem sequer entender a linha de raciocínio dos envolvidos. Ao contrário do futebol, campo em que o entendimento da maioria mostra-se vasto, no pôquer não é bem assim.

Vamos falar dos gênios. Opa! Eu adoro eles.

Os jogadores geniais são imprevisíveis, atrevidos, confiantes, conflitantes, sensíveis, calculistas. Tomam muitas de suas decisões baseadas em detalhes imperceptíveis para a maioria dos QI’s ordinários. Fazem jogadas óbvias parecerem jogadas extremamente elaboradas e vice-versa; conseguem antever os pensamentos e as reações dos seus adversários; possuem rara habilidade para disfarçar suas cartas e seus pensamentos; induzem facilmente seus oponentes ao erro com jogadas improváveis. A maioria deles é perfeccionista: mergulham em uma busca incansável pelo aprimoramento e pela evolução. E pasmem: os gênios são na maioria das vezes humildes.

Já os jogadores imbecis detêm posturas detestáveis. Esses seres, na maioria das vezes arrogantes, com déficit alarmante de massa encefálica, são previsíveis, invejosos, impacientes, egocêntricos, chatos e facilmente manipulados. Fazem rotineiramente jogadas bisonhas sem nenhum fundamento. O pior é que, mesmo depois de derrotados, recusam-se a admitir suas deficiências. Jamais reconhecem as qualidades dos seus oponentes, são avessos aos estudos e não aceitam críticas. Acham-se bons e ponto.
Esses seres rastejantes fortalecem estatisticamente a tese de que o pôquer, a longo prazo, será sempre lucrativo para os mais capacitados.

A boa notícia para quem gosta de pôquer é que qualquer mortal, com um pouco de estudo, poderá se tornar um jogador mediano. Agora, para tornar-se um gênio, eu infelizmente desconheço a receita. E quer saber? Se soubesse, não contaria absolutamente nada para ninguém. Abraços!

Imagem: Shutterstock

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Marcos Cerqueira
Marcos Cerqueira

Marcos Cerqueira é carioca, gosta de um bom papo, é apreciador de vinhos e colabora esporadicamente publicando textos no Metapoker.

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