Corinthians Poker Circuit começa nesta quarta-feira, mas satélites oficiais já estão rolando

Com o torneio de abertura programado para esta quarta-feira, dia 13, começa o Corinthians Poker Circuit, uma iniciativa do departamente social do clube, e a primeira investida do Corinthians no mundo do poker. Satélites para o evento principal já estão ocorrendo desde segunda-feira no salão nobre do clube, e você pode conferir a grade oficial dos qualificatórios clicando aqui.

Cronograma do evento segundo o site oficial:

  • Main Event NLH – de 14 a 20/11 – Buy in R$1.850
  • Ladies Only NLH – 15/11 – Buy in R$350
  • Second Chance NLH – 17/11 – Buy in R$350
  • PLO – 18/11 – Buy in R$800
  • 6-max NLH – 19/11 – Buy in R$500
  • High Rollers NLH – 19 a 20/11 – Buy in R$4.000
  • Last Chance NLH – 20/11 – Buy in R$350

A empreitada de um clube de futebol organizando um torneio de poker nessas proporções é inovadora, embora o Botafogo já tenha montado uma equipe própria de jogadores profissionais de poker ano passado (clique aqui para conferir a nota do Lancenet).

No início da divulgação do circuito, algumas questões foram levantadas pela comunidade do poker, referentes ao uso indevido de imagens de alguns jogadores, a proximidade com o BSOP Millions, e a previsão de premiação de um milhão e meio de reais, contudo, a cada dia mais personalidades confirmam presença no evento, incluindo o secretário de Esportes, Lazer e Recreação da cidade, Celso Jatene. Até a noite desta segunda-feira foram efetuadas 150 inscrições para os três dias 1, de acordo com o placar de entradas no site oficial do evento.

Corinthians Poker Circuit – Sede do Corinthians, Rua São Jorge, 777 – Tatuapé, São Paulo.
Para mais informações, acesse o site oficial www.corinthianspokercircuit.com.br
Fontes: Site Oficial do Corinthians e Corinthians Poker Circuit.

Livro sobre os cash games ilegais da Itália é lançado

maiprimadelleotto_thumbMai prima delle otto. Tutto quello che sta intorno, dietro (e sotto) un tavolo da poker, que pode ser traduzido por “Nunca antes das oito. Tudo o que está ao redor, por trás (e abaixo) de uma mesa de poker”, é o título do livro do italiano Federico Ziberna, que não tem nada a ver com a grande maioria dos livros técnicos de poker no mercado, pois mostra a atmosfera dos cash games ilegais na Itália sob o ponto de vista de seus organizadores.

Lançado no começo de novembro, a obra pretende contar a verdade, os subterfúgios, e desvendar o submundo do poker na Itália. Segundo o autor, se trata de um livro que aborda o jogo por um novo ponto de vista, trazendo a perspectiva dos cash games clandestinos que atravessam as noites, e nunca acabam antes das oito. De acordo com a reportagem do site Italia Poker Club, o livro de Ziberna, escrito em italiano, está a venda no site da Amazon italiana, e aparentemente pode ser comprado no Brasil se você possui um ID da Amazon.com (clique aqui).

O tema parece bastante interessante, e embora muitos torçam o nariz frente a possibilidade do livro mostrar pontos negativos do poker, por trazer à tona o jogo ilegal, ele contribui como um indicador do que acontece nos países onde a legislação para o poker ainda não está bem clara, afinal, mesas de cash espalhadas pelas madrugadas, aqui ou numa cidadezinha no meio da bota, são bastante comuns, e não só merecem ser registradas, como ajudam a promover um entendimento mais amplo da prática do poker.


Fonte Italia Poker Club. Foto Amazon.it

 

Riess, “a besta”, é o melhor do Main Event, mas soltou a pior falinha de campeão

Na última madrugada de terça para quarta-feira o jovem Ryan Riess levou o bracelete multi-cravejado do Main Event da World Series deste ano. Logo após recebê-lo, em entrevista com a repórter Kara Scott, soltou a falinha bestial “Sou o maior jogador do mundo”, muito mal recebida pela comunidade do poker (confira aqui neste vídeo publicado no Poker.co.uk, o momento da entrevista).

Riess pode ter falado no calor do momento, sem pensar muito sobre, mas definitivamente não é o tipo de coisa que se pode afirmar, pois mesmo que ele fosse o melhor, ele apenas estaria o melhor, o que é bem diferente. O melhor jogador do mundo é proclamado por outros, não se auto-proclama.

Ao longo da transmissão e nos comentários, a pressão por um poker bem jogado é constante e presente, seja dos especialista ou mesmo dos jogadores que olham cada move com bastante critério. Todas as sequências de erros, as apostas equivocadas, o range e a falta de ação serão apontadas e faladas, o que mostra que não basta ser o campeão, é preciso apresentar o melhor jogo possível.

Desta forma, o melhor jogador do mundo pode não existir, pois ele precisaria errar pouco ou nada, tomar fatiadas monstruosas e não tiltar, blefar e nunca ser pago, cravar o torneio tendo recebido cartas medianas, e ainda dar a melhor declaração possível após a vitória.

Ao menos agora sabemos que Reiss ainda pode provar ser um dia um dos melhores, mas definitivamente, num torneio de falinhas, ele teria ficado milhas de distância de um November Nine.

November Nine chegou! A mesa final do ME da WSOP

Finalmente, a tão aguardada mesa final inicia-se hoje. O Main Event da WSOP 2013, novamente realizado no Hotel Rio em Las Vegas – Nevada, teve Buy In de US$10k e 6.352 inscritos, gerando um prizepool de mais de US$60 milhões. Após 7 dias de fichas no pano, a FT foi formada: 9 sobreviventes e um deles vai faturar (sem deal), a bagatela de US$8,4 milhões!

A mesa final do WSOP ME sem deal é um dos motivos que deixam essa FT mais interessante (embora vários grandes torneios também não tenham). Não encontrei pela internet nenhuma discussão a respeito disso, mas afinal, você faria deal? Eu entendo que os valores envolvidos são extremamente impactantes e capazes de mudar a tomada de decisão de um jogador em favor de uma posição a mais na premiação, portanto, não vou estranhar se fulano largar um par de valetes caso tome um 3bet (tanto faz se for em posição ou fora de posição). O fato de não haver negociação na premiação por parte dos jogadores, faz com que o jogo seja jogado de uma maneira mais comedida por alguns, e quem se beneficia com isso são os jogadores mais técnicos, que sabem aproveitar spots.

Logo abaixo, a lista dos jogadores e seus respectivos stacks

  1. JC Tran (38.000.000 – EUA)
  2. Amir Lehavot (29.700.000 – Israel)
  3. Marc-Etienne McLaughlin (26.525.000 – Canadá)
  4. Jay Farber (25.975.000 – EUA)
  5. Ryan Riess (25.875.000 – EUA)
  6. Sylvain Loosli (19.600.000 – França)
  7. Michiel Brummelhuis (11.275.000 – Holanda)
  8. Mark Newhouse (7.350.000 – EUA)
  9. David Benefield (6.375.000 – EUA)

E a premiação final

  • Campeão US$8.361.570,00
  • Vice US$5.174.357,00
  • 3.o US$3.727.823,00
  • 4.o US$2.792.533,00
  • 5.o US$2.106.893,00
  • 6.o US$1.601.024,00
  • 7.o US$1.225.356,00
  • 8.o US$944.650,00
  • 9.o US$733.224,00

O horário de início da mesa final será as 23:30h pelo horário de verão brasileiro (17:30h em Las Vegas), e no site da WSOP dá pra acompanhar a cobertura ao vivo, clique aqui: Live Stream. Se você quiser acompanhar toda a caminhada até a mesa final, seguem os links para todos os vídeos:

Dias 3, 4 e 5: clique aqui
Dias 6 e 7: clique aqui

Fonte: WSOP

BSOP – Inscrições abertas

Os organizadores chamam a última etapa do ano de “BSOP Millions”, e faz sentido, pois levando-se por números, ano passado, o main event conseguiu reunir 1.612 participantes gerando um prizepool de R$2.450.240, e ao campeão um singelo meio milhão de reais capaz de mudar a vida de muitos.

Desde o começo de 2013, o BSOP adotou o esquema de Fila-Zero, o processo possibilita a inscrição do jogador de forma antecipada e assim garantindo a sua vaga e assento sem precisar, obviamente, no dia do torneio levar uma certa quantia em dinheiro e ainda pegar uma fila pra dar entrada ao torneio. O Fila-Zero é um recurso exclusivo para inscrição no Main Event, e para torneios paralelos, o BSOP lançou um tal de “Pacotes de Torneios” dando ao participante o livre arbítrio na escolha dos eventos que deseja se inscrever com antecedência. Não encontrei nenhuma informação ao Pacote de Torneios dentro do site do BSOP, a fonte veio do site SuperPoker, clique aqui e confira mais detalhes.

Informações complementares ao Fila Zero podem ser encontrada clicando aqui.

Percebe-se que há um esforço enorme da equipe do BSOP em manter o negócio funcionando de maneira organizada, ágil e principalmente indolor ao jogador.

Nunca joguei uma etapa do BSOP, que existe desde os meados de 2006. Sendo jogador recreativo, enxergo o Buy In um tanto caro pra mim, no entanto, venho juntando os centavos com a finalidade de participar de um evento tão monstruoso em tamanho de inscrições e suas premiações atraentes.

O Main Event tem um Buy in custando R$2.200, sendo R$1870 pro acumulado do pote, enquanto um pouco mais de 10% ira compor o rake (230+50). Na minha opinião, o torneio é bem atrativo, afinal, a relação risco x retorno é enorme ao campeão. O único inconveniente é a tributação sob os ganhos retidos diretamente na fonte. Ganhos acima de R$4.271,59 terão um desconto de 27,5%!

infelizmente esse mal afeta todos os torneios grandes nacionais. Detalhes sob o Imposto de Renda aos premiados se encontram no próprio site do BSOP, clique aqui para conhecer esse grande vilão dos torneios lives tupiniquins.

Em Suma:

Data do main event: 28/11/2013 até 04/12/2013
Buy in: R$2.200 / Local: Hotel holiday Inn Parque Anhembi

Site para inscrição: clique aqui

Cool é legal, cooler não

E lá se vai mais um stack, inteirinho, com uma rodopiada da ficha de maior valor para o outro lado da mesa. Foi full contra full. Foi ferro.

Foi cooler, disse um dos jogadores. Cooler, é o termo usado para quando uma mão forte perde para outra mais forte ainda de forma inevitável. Ambos fizeram um set no flop, ambos viram sua trinca virar full, e ambos distribuíram uma saraivada de fichas, com raises e re-raises pausados, até enterrarem cada última parte da pilha no meio da mesa.

Sempre há um desconfiado, aquele que desconfia da sombra, desconfia de quem está ao lado, e falou baixo, meio que resmungando, e insinuando um cold deck preparado. Ninguém estava recebendo cartas, só lixo, de repente uma merda grande dessas. Mas, vencedor e vencido se olharam, trocaram um aperto de mão sem palavras, e o recém eliminado apenas saiu pensando “cooler, cooler…”

Talvez ele estivesse tentando fixar em sua mente que nada podia ter feito, ou talvez, cair desse jeito era de alguma maneira reconfortante. Cooler talvez seja um jeito fatalista de olhar o jogo, um jeito sem jeito. Cooler pode ser aprender a encarar a perda. Cooler é perder com sorte, ou entendê-la na sua mais pura manifestação. Cooler é deixar a decepção de lado, ou guardar consigo mais uma eliminação. Cooler é, vai tomar no cooler.

Na tensão que percorre o poker, cooler é mais um item que permeia o conflito interno que cada jogador experimenta em sua jornada, quando faz esforço extra para entender o campo de ação que é o adversário, mas precisa antes de tudo vencer a si mesmo. Ou até perder para um cooler.

Publicado originalmente em Aprendendo Poker