Cassino no PS, SM com $10KK Garantidos, volta do Pokercast e Lorem Action

146d_metapokerPokerstars libera cassino online para brasileiros
Em meio a divulgação que haverá alterações no rake dos torneios, marcada para ocorrer no dia 26 de março, o Pokerstars disponibilizou para o Brasil seu cassino online, que conta com inúmeras opções de vídeo poker e slot machines, além claro dos tradicionais BlackJack e Roleta. A aba “Casino” já estava aparecendo no lobby faz um tempo, mas desaparecia assim que o login era efetuado. Mais informações no Pokerstars Casino.

Sunday Million novamente com 10 milhões garantidos
Após overlay de mais de um milhão de dólares na edição de aniversário do Sunday Million, o Pokerstars vai organizar um novo torneio em 22 de abril com o mesmo valor garantido e uma premiação de pelo menos 1 milhão para o campeão. Mais informações no blog do Pokerstars com Sergio Prado.

146e_metapokerPokercast retorna com Guilherme Kalil e Marcelo Lanza
Podcast pioneiro sobre poker no Brasil, o Pokercast retornou no final do mês de fevereiro mantendo a qualidade de sempre. Com frequência semanal, o podcast já tem quatro episódios no ar, que contaram com a presença de Vivian Saliba e Felipe Mojave. Destaque para a entrevista com o presidente da CBTH, Ueltom Lima no episódio 4. O podcast pode ser acessado como Pokercast no Soundcloud ou no canal do Superpoker no YouTube.

Gerador de texto ironiza a onda de life coaching
Conhecido do ramo das artes gráficas, o Lorem Ipsum, um texto fictício utilizado para preenchimento de espaços em publicações, a fim de simular o visual final de uma arte, ganhou uma nova versão, o Lorem Action, um site de página única para geração de textos que satiriza as frases motivacionais recorrentes nos cursos e publicações de life coaching. A relação com o poker está na caricatura de Gabriel Goffi, ex-jogador, que estampa o site e empresta a frase “Bora pra action”.

 

Imagens: Pokerstars Casino e Pokercast

Sim, eu também sou viciado em pôquer

Influenciado pelo texto “Relato de um jogador de pôquer“, gostaria de compartilhar com vocês a experiência vivida por mim nos últimos dois anos. Confesso que não tenho muita paciência para escrever. Portanto, não esperem um texto cativante, bem escrito, cheio de palavras bonitas. Até porque a minha história não tem nenhum glamour.

A minha vida no pôquer começou como a de qualquer outro jogador. Era uma brincadeira em roda de amigos ali, outro jogo on-line aqui… Nada muito sério. Afinal, jamais envolveria meu próprio dinheiro a sério nisso. Leviano engano. Comigo foi tudo muito rápido. Quando dei por mim, tinha passado das rodas de amigos para os torneios baratinhos. Depois, para os torneiros mais caros. Paralelamente, como que uma consequência natural, para as mesas de cash game. Tudo isso num piscar de olhos.

Meu vício cresceu proporcionalmente com a quantidade de jogos que eu me envolvia. Era como se o torneio baratinho fosse a maconha, aquela primeira droga inofensiva. Depois, com o cash game hold’em me senti buscando um estímulo maior, como o da cocaína e, por fim, como que no auge de um vício, o cash game omaha foi o crack. Fumei e cheirei todos, sem hora, sem dia e sem parar.

Jogava todos os dias, como um sentenciado que cumpre sua pena. Abria e fechava as mesas. Os donos do jogo me amavam. As ligações de “Cadê você, meu amigo? O jogo já vai começar!”, as ofertas irresistíveis “Hoje tem aquele peixinho que você adora, vem brincar com a gente”, e os incentivos de “O joguinho hoje vai ser um sonho, fulano está aqui perguntando por você” foram, aos poucos, transformando este peixinho que vos fala na verdadeira isca.

Até que, certo dia, depois de jogar cash game por trinta horas seguidas – isso mesmo que você leu, foram trinta horas de jogo -, fui lavar o rosto e me olhei no espelho. Olhava-me, mas não me enxergava. Assustei-me. Parecia ter envelhecido dez anos nos últimos dois. Chorei compulsivamente. Prometi para aquele homem do espelho – que não era eu – que nunca mais jogaria cash game.

Três dias depois, estava lá novamente, sendo a isca do meu próprio peixe. Foi aí que a carta caiu, ou melhor, a ficha caiu. Finalmente aceitei que estava doente. Procurei ajuda médica. Deletei meu Facebook inundado por ludopatas iguais a mim, bloqueei os sanguessugas que diariamente me chamavam para jogar, deixei de assistir vídeos de pôquer, deixei de acessar sites de pôquer. Blindei-me para não fraquejar.

Hoje, após oito duros meses, tenho orgulho em dizer que, com muita resiliência, estou limpo. E, o que é melhor, não sinto mais vontade de jogar. Por tudo que passei, deixo aqui alguns conselhos. Não joguem cash game. Não joguem torneios cujos valores tirem vocês da zona de conforto. O pôquer só é bom para quem não espera nada dele. Ah! Já ia me esquecendo: muito cuidado com os sites de apostas que estão se infiltrando nas casas de pôquer. Esses também não são inofensivos. Quem diria… Logo o Diabo querendo invadir o espaço do capeta.

Vade retro, Satanás!

 

 

Imagem: MarinaP/Shutterstock.com

Relato de um jogador de pôquer

Conheci o jogo de pôquer como a maioria dos jogadores iniciantes da minha época. Comecei jogando torneios com valores pequenos, perto de casa e sem nenhuma pretensão. Tempos depois, fui aumentando a minha presença nos chamados “clubes de pôquer”. Começava aí o início radical de uma mudança perigosa de hábitos.

Sem perceber, passei a respirar pôquer 24 horas por dia: só queria conversar com quem falava de pôquer, substitui os programas de televisão por vídeos sobre pôquer, troquei os livros de temas diversos por livros de pôquer, troquei a minha confortável e cheirosa cama king size pelas imundas cadeiras das casas de pôquer, troquei a convivência com a minha família e com meus amigos pela convivência com as pessoas que jogavam pôquer, troquei o meu saudável sono noturno pelas horas diurnas mal dormidas. Como se não bastasse, quando não estava nas casas de pôquer, jogava no computador de casa.

Todos os meus exames rotineiros de saúde, sem exceção, passaram a mostrar acentuado declínio. A minha excelente forma física pouco a pouco foi regredindo, a minha alimentação deixou de ser regrada, mas o meu foco continuava sendo o pôquer, a adrenalina que o jogo me proporcionava junto com a ínfima possibilidade de ficar rico da noite para o dia. Isso tudo continuava falando mais alto.

Pois bem. Fui aumentando gradativamente os valores que jogava e troquei os clubes fedorentos pelos luxuosos cassinos. Nossa! Me hospedei em hotéis estrelares, frequentei alguns dos melhores restaurantes do mundo, degustei vinhos espetaculares, assisti shows fantásticos. Vivi uma vida surreal. Mesmo sem ter estudado o jogo (o que foi um grande erro), passei a jogar os grandes torneios do mundo: joguei com muitos que até então só tinha visto nas telas do computador.

Com o passar do tempo, com as longas ausências e sem alcançar os resultados realmente importantes, ou seja, ganhar dinheiro de verdade, os conflitos com a minha esposa foram se intensificando e de nada adiantavam os conselhos que recebia. O meu poder de persuasão era tão grande que, em determinado momento, a minha esposa deixou de me criticar para me apoiar. Hoje consigo enxergar que na realidade ela estava, de forma estratégica, quase que desesperadora, fazendo de tudo para não me perder definitivamente para o pôquer.

Até que um dia a conta chegou. E bem salgada, por sinal. Hoje, vigilante e consciente dos erros cometidos, tento juntar os cacos que restaram de uma escolha de vida equivocada. Voltei a valorizar a minha família, meus amigos, busco retornar às minhas atividades laborais, retornei com a minha atividade física, voltei a comer bem, dormir bem, retornei para o meu mundo, mundo este que nunca deveria ter saído.

Este relato não tem a intenção de julgar ou criticar aqueles que praticam o pôquer, até porque existem pessoas que fizeram fortunas jogando ou explorando o jogo. Simplesmente, comigo, por inexperiência, por falta de estudar o jogo, por falta de sorte ou simplesmente por falta de capacidade, não deu certo. Talvez, como forma de me desculpar com a minha família e meus amigos, tenha resolvido compartilhar a minha experiência mal sucedida. Sinto que seria covardia e egoísmo demais guardar comigo tanto conhecimento e experiência que adquiri por um preço altíssimo.

Portanto, falo principalmente para os mais jovens, para os mais sonhadores, para os mais suscetíveis a promessas de dinheiro fácil e de forma rápida. Não se iludam: a realidade não é bem essa que vocês veem nos canais de comunicação especializados em pôquer. Lá, de um modo geral, só se mostra um lado da moeda. NÃO TROQUEM OS SEUS ESTUDOS OU OS SEUS PROJETOS DE VIDA, nem que seja por um determinado tempo, pela árdua missão de tentar viver como um jogador profissional de pôquer no Brasil. A excelente atriz Lilia Cabral, que interpretou com maestria o papel de uma jogadora viciada em jogos, inclusive o pôquer, disse: “se eu conseguir ajudar ao menos uma pessoa com a mensagem que tentei passar, já me sentiria realizada”. É bem por aí.

 

Imagem: rudall30/shutterstock.com (editada)

Run It Twice e a saga dos podcasts de poker

Entrevistas são o forte do novo canal
Entrevistas são o ponto forte do RIT Podcast

O podcast Run It Twice, iniciativa vinda da Bahia, foge do centro do poker no país, mas vai ao centro de diversas questões que uma grande leva de novos praticantes carrega. A dupla Rafael Pimenta e Murilo Barreto apresenta de forma bem humorada um bate papo que pretende tudo menos ditar regras, a tentativa é se comunicar com o jogador de poker que está se formando e crescendo em número nos últimos dois ou três anos no país.

Já são quase vinte episódios ao longo de um ano, trazendo assuntos pertinentes sobre o universo do poker, contudo o forte deste canal são as entrevistas. O mais conhecido apresentador do poker, Vitão Marques, falou de sua longa jornada na atividade quando foi convidado no episódio 11, e o experiente jogador Vinicius Collaço, conhecido pelo apelido de batovs, contou no episódio 17 sua experiência no Akkari Team Micro e os altos e baixos de uma vida de grind. Vale ouvir também o sexto episódio, com Paulo Longo, paranaense dono de clube que rendeu uma ótima conversa e uma visão geral sobre sua empreitada.

Os podcasts brazucas sobre poker têm uma recorrente história de bom início e queda prematura. Desde o ótimo Pokercast de Marcelo Lanza e Guilherme Kalil, lá na virada da década; até o pertinente PosRiver apresentado por Gordinho, Moll Orso e Bellebone, o bom trabalho e o formato interessante ainda não conseguiram estabelecer público cativo que sustente a atração. Talvez, o apelo dos vídeos seja maior nos dias de hoje, ou provavelmente a comunidade do poker não tenha se atentado à qualidade desses conteúdos ao longo dos anos. Aguardemos.

 

3ª edição do Poker do Bem acontece em maio

A realização do torneio é do Projeto Abraço
A realização do torneio é do Projeto Abraço

O Poker do Bem é um torneio beneficente que no dia 20 de maio terá sua terceira edição no bairro da Liberdade, cidade de São Paulo. A iniciativa é do Projeto Abraço, uma organização não governamental de trabalho voluntário que atua na área de assistência social, cujo lema é “Faça da diversão uma boa ação”.

O torneio programado para as 16 horas do sábado tem duas principais atrações, além dos 15 mil reais garantidos em premiação, haverá o sorteio para todos os participantes de uma viagem ao Enjoy Conrad no Uruguai, com direito a passagem para duas pessoas, estadia, café da manhã, transfer e Spa, oferecimento de um dos patrocinadores, a Enjoy Conrad Punta del Este Resort & Casino. O local do evento é subsidiado pelo outro patrocinador, o Espaço Hakka, que participa com a estrutura física.

Com buy-in de R$100 e taxa de mais R$30, os jogadores começam o torneio com 13 mil fichas e podem adicionar mais duas mil fichas de timechip chegando antes do final do 1º nível de blinds ou fazendo a compra antecipada do buy-in (convite). Serão permitidos rebuys ilimitados até o 6º nível, e ao final desse período um add-on de 25 mil fichas por R$100.

Fazer da diversão uma boa ação é o conceito por trás do torneio, pois uma parte da arrecadação com os buy-ins será destinada às ações do Projeto Abraço. Mais informações sobre o evento pelos telefones (11) 95727-0670 André Hirano, (11) 98372-7887 Rodrigo Saito, (11) 99979-1212 Willian Lin ou na fanpage do Projeto Abraço.

Gratuito no lançamento, o livro Floating in Miami é mais um capítulo despretensioso da baralhada que se iniciou em Las Vegas

Um jogador de poker aproveita o tempo vago numa viagem a trabalho para cidade de Miami, e se embrenhar por um circuito de poker criado pelo acaso. Esse é o mote da jornada do autor Marco Naccarato por uma das mais latinas cidades dos Estados Unidos. Entre as inúmeras rodovias e vias expressas percorridas, num total de cinco cassinos visitados, o novo livro segue a fórmula já conhecida de Floating in Vegas, com muitos relatos de mãos, humor, análises e um retrato de como o jogo se desenrola nas poker rooms de Miami.

Capa do ebook Floating in Miami
Capa de Floating in Miami

Quem espera uma abordagem técnica ao ler Floating in Miami não vai encontrar exatamente isso, afinal há inúmeras obras no mercado que abordam o jogo pelo seu lado metodológico e matemático, mas o que torna o livro diferente é a narrativa, repleta da percepção peculiar do autor, que mostra um ambiente interessante para quem gosta do joguinho. É o que se nota a partir da capa, a imagem de uma rodovia de Miami ao entardecer, que não tem relação direta com o poker, e foge do óbvio por conta disso. De ponta-a-ponta, o mérito do texto é mostrar o que está no entorno do jogo, e evidentemente o que passa pela cabeça de um jogador.

Floating in Miami, somente em formato ebook, está sendo lançado nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, no site da Amazon, e pode ser baixado gratuitamente até o dia 27. Depois desse período o preço do livro volta aos R$8,35, podendo variar conforme a cotação do dólar, pois o valor é fixado em US$3,00. Importante dizer que não é preciso ter um kindle para baixar e ler, pois você também encontra no site da Amazon o aplicativo de leitura que funciona em Windows, Apple e Android, o que permite ler em qualquer smartphone, tablet ou computador.

Junto deste lançamento, o autor disponibilizou a segunda edição do livro anterior, Floating in Vegas, também em formato digital no site da Amazon, pelo preço de R$13,35. Também é possível baixar uma amostra gratuita, que contém apenas as primeiras páginas do ebook, e traz um tutorial de poker para os iniciantes, acessível sem necessidade de comprar o livro todo. A compra de Floating in Vegas, em livro físico, ainda pode ser efetuada na loja online do portal MaisEV e na Pokerholic.

 

Imagem: Divulgação

Chegamos ao river de 2014

Pouco antes do dealer bater a última carta do bordo de 2014, tivemos o maior BSOP Millions até então, com uma histórica premiação para o poker brasileiro. Tivemos também as palestras organizadas por Gabriel Goffi em seu Congresso Brasileiro de Poker, e as liberadas posteriormente em vídeo do MasterMinds, em sua maioria ótimas, numa iniciativa das boas.

Ao final da rodada de apostas do turn, Foster e seu feito inédito, um de nós no November Nine. Fato comentado por Pedro Marte (Mais um 7 a 1, agora no poker) e Marcos Cerqueira (Bruno Foster já ganhou e Verde, amarelo, azul e branco, e aí?).

Pouco antes do dealer bater o turn, dividíamos nossas atenções para duas Copas do Mundo, a de futebol, e claro, a WSOP, que foi palco da maior polêmica do ano, o jovem Colman disparou contra a indústria, tema largamente discutido por Lízia Trevisan (O saldo da WSOP 2014), Marcos Cerqueira (Os vulcões da demagogia) e Marco Naccarato (Para Daniel Colman, ganhador do torneio milionário One Drop, vencer foi a gota d’água e Considerações sobre a polêmica de Colman no One Drop). E como a cidade vira o centro do poker no mundo nessa época, não é demais dar uma conferida nos Porões de Las Vegas, no blog do Vitão (Las Vegas chamando: Porões de Las Vegas), e aqui no Metapoker (Las Vegas, junho de 2014).

O flop de 2014 foi surpreendente, com Igianne Bertoldi cravando o Main Event da Brazilian Series of Poker, fato comentado por Naccarato em O par de damas que quebrou qualquer estatística. Conquista que veio quebrar alguns paradigmas da presença feminina nos feltros, como comentado por Lízia Trevisan (Credibilidade e competitividade das mulheres no poker e Poker, mulher e preconceito), Mercedes Henriques (Mulher sim. Jogadora de poker sim. Vulgar nunca) e por Naccarato (Por uma perspectiva feminina no poker).

Por fim, bom mesmo é saber que nos sites e fóruns, nas discussões e reflexões, no quintal, na poker room do bairro, no clube famoso ou nos torneios que atraem centenas, o poker continua apesar dos anos. Nova rodada, blinds are up!

 

Fontes citadas: Superpoker, Congresso Brasileiro de Poker, 888 Poker