Cool é legal, cooler não

E lá se vai mais um stack, inteirinho, com uma rodopiada da ficha de maior valor para o outro lado da mesa. Foi full contra full. Foi ferro.

Foi cooler, disse um dos jogadores. Cooler, é o termo usado para quando uma mão forte perde para outra mais forte ainda de forma inevitável. Ambos fizeram um set no flop, ambos viram sua trinca virar full, e ambos distribuíram uma saraivada de fichas, com raises e re-raises pausados, até enterrarem cada última parte da pilha no meio da mesa.

Sempre há um desconfiado, aquele que desconfia da sombra, desconfia de quem está ao lado, e falou baixo, meio que resmungando, e insinuando um cold deck preparado. Ninguém estava recebendo cartas, só lixo, de repente uma merda grande dessas. Mas, vencedor e vencido se olharam, trocaram um aperto de mão sem palavras, e o recém eliminado apenas saiu pensando “cooler, cooler…”

Talvez ele estivesse tentando fixar em sua mente que nada podia ter feito, ou talvez, cair desse jeito era de alguma maneira reconfortante. Cooler talvez seja um jeito fatalista de olhar o jogo, um jeito sem jeito. Cooler pode ser aprender a encarar a perda. Cooler é perder com sorte, ou entendê-la na sua mais pura manifestação. Cooler é deixar a decepção de lado, ou guardar consigo mais uma eliminação. Cooler é, vai tomar no cooler.

Na tensão que percorre o poker, cooler é mais um item que permeia o conflito interno que cada jogador experimenta em sua jornada, quando faz esforço extra para entender o campo de ação que é o adversário, mas precisa antes de tudo vencer a si mesmo. Ou até perder para um cooler.

Publicado originalmente em Aprendendo Poker

Meio poker

Mais um torneio que chega ao fim na metade

 

Ele sabe que está numa boa posição na mesa. Jogar do cut off, principalmente para roubar os blinds, parece dar menos na cara do que estar no botão. Logo depois de receber suas cartas, vasculha sua mente, lembra-se da tabela, que foi com afinco decorada, que mostrava determinados conjuntos de cartas que devem ser jogados em função da posição.

Seu adversário, em EP, abre raise soltando falinha, e segundo a milimétrica tabela, caberia um reraise com essa mão, que ele executa quase que de imediato. Naquele instante entre pegar as fichas da pilha e jogá-las no pano, ele pensa — Será que esse tamanho de aposta é bom? O vilão pensa um pouco, coisa de alguns segundos, e manda um re-aumento na fuça do nosso herói, que volta a refletir — Caceta, isso não está na tabela!

Na outra mesa, nosso outro herói joga com lixo, e o dealer do pântano solta um flop premiado, lhe dando dois pares no flop. Ele faz slowplay dando call enquanto o vilão, um jogador conservador, vai sentando ficha em cada street. Ele pensa estar à frente, já se animando com o tamanho do pote e da porrada de fichas que vão mudar de pilha.

No river, ele dá raise no bet do adversário, mas leva de volta um all in. Foi insta-call, e o vilão com top trinca leva o pote. Ele tinha razão, alguém estava sendo manipulado e as fichas de fato mudaram de pilha. Só lhe resta xingar o dealer, afinal, o culpado por tudo isso.

Mesa principal, um jogador toma uma fatiada depois de ver o par adversário quebrar seus bicudos formando um set no turn. Ele recosta em sua cadeira sem tirar os olhos do bordo, leva as mãos à cabeça, suspira, enquanto o dealer embaralha e pede as antes, ele permanece imóvel. Ele estava jogando bem, evitou spots ruins, foldou algumas mãos onde sua leitura estava correta, parecia que nada afetaria seu curso até a mesa final, mas o tilt finalmente o alcançou.

Ele joga as fichas da ante e do small blind na mesa, recebe 62off, e mesmo depois de cinco limpers, folda sua mão numa tentativa de se reestabelecer. Flop homicida, 2 de paus, 2 de ouros e 2 de espadas, que vira full no river e um belo pote para o jogador que o tinha fatiado. Ele esmurra a borda da mesa, praguejando — Eu tinha odds, eu tinha odds! Vai all in na mão seguinte com A6off, é pago e eliminado com AT de espadas pelo seu algoz.

Neste torneio todos os heróis caíram, todos no meio da competição, todos jogando meio poker, que é o tipo de poker que leva em consideração apenas parte da miscelânea que é o jogo, onde o foco sempre está em algo que não é o adversário, como uma tabela, um dealer ou as odds.

 

Foto: Flávio Higuti. Publicado originalmente em Aprendendo Poker

Don’t tell anyone

Cinco horas antes dessa FT no Aria, percebi um tell que me acompanha nos últimos 10 anos.

 

São Paulo, sala de reunião, fevereiro de 2003
As três da matina finalmente percebi o que significava aquela aposta. Não exatamente pelo valor, que variava conforme o pote, mas exatamente pelo movimento que o adversário fazia.
Éramos quatro bêbados numa mesa do escritório jogando um mixed poker de inúmeros formatos, ora o tradicional poker fechado (5-card draw), ora um texas hold’em inventado, onde as cartas são dispostas em formato de cruz na mesa, e você pode combinar suas duas cartas da mão com a linha vertical ou horizontal do bordo, ou ainda mover as cartas das pontas pra formar uma mão melhor. Explico, o flop é dado na vertical, turn na esquerda e river na direta, e quando o bordo está completo com as 5 cartas, é possível mover turn e river para cima ou para baixo para formar um linha horizontal e completar seu jogo, ou ainda mover a primeira e terceira cartas do flop para qualquer um dos lados, e montar um jogo nas linhas verticais (nem me pergunte quem inventou isso…)

Outra variante era o comedor de fichas chamado “parol”, onde eram abertas na mesa 9 cartas ao total, respeitando a configuração de 3 cartas na largura por 3 cartas na altura, com rodadas de apostas em cada uma dessas aberturas. Se não bastasse, a cada carta disposta no bordo, os jogadores envolvidos na mão poderiam optar por manter a carta ou trocá-la por uma nova, verbalizando “passar” quando o desejo era manter a carta, e “parol” quando a opção era a troca. As trocas somente eram efetuadas em consenso, e bastava um dos jogadores “passar” para que ela não fosse feita.

Bem, eu já tinha perdido 60 pratas nessa brincadeira (o equivalente a 6 cacifes), quando me liguei na jogada que o japonês baixinho fazia todas as vezes em que três cartas do mesmo naipe pintavam na mesa. Como quem estava no botão escolhia o jogo da rodada, a sacada dele foi sempre optar pelas variações de poker aberto que traziam muitos draws, para poder roubar os potes fingindo ter um flush.  Estava muito fácil pra ele numa mesa inexperiente, mas numa dessas investidas, ele apostou arremeçando as fichas com o braço esticado, e com um cuidado estratégico de deixar todos os valores de cada uma bem aparentes, numa linha reta de fichas que terminava bem na minha frente, com a de maior valor em cima.

Achei estranho, e paguei pra ver com um parzinho safado. O japa, meio puto da cara, nem mostrou as cartas, muckou, levantou e foi direto ao frigobar, pegou um gelada, bateu a porta e gritou, ­­— Vamos mudar pra poker fechado!

São Paulo, bairro da Mooca, setembro de 2009
Não era exatamente um clube de poker, mas nesse bilhar rolava um torneio de hold’em de buy in barato nas três mesas disponíveis ao lado do caixa. As mesas foram fabricadas pelo próprio dono do lugar, redondas e sem bordas para apoiar os braços. São as mesas de tranca e caxeta, que os coroas surram pela noite toda até sobrar um campeão. Por conta do formato, davam uma visão melhor dos adversários, mas em compensação essas mesas esfolavam seu par de antebraços, por conta do feltro áspero e gasto aproveitado das mesas de snooker do lugar.

Dessa vez, já na FT, quem fez a macaquice fui eu, arremeçando com o braço estirado minhas fichas em all in, num flop pareado, segurando apenas Ace high. O adversário, um libanês de jogo técnico e apurado, armou a cama certinho dando call no meu raise pré flop, e chamando o estouro no flop, segurando um par de damas na mão. No turn ele solta uma falinha, no river quem ri sou eu com o Ás implacável. O brimo saiu puto, chutando cadeira, praguejando…

Punta del Este, Cassino Conrad, outubro de 2009
Não importa em que canto do mundo você esteja, nunca é raro encontrar um brasileiro. Claro, o Uruguai é logo ao lado, mas é engraçado achar um brazuca na sua canhota, numa mesa de torneio na poker room do Conrad. Era um coroa sorridente e falante, que puxou um cigarro amassado do bolso da camisa, e colocou na boca sem acendê-lo, no melhor estilo Sam Farha. Estava orgulhoso de ter guardado o último deles após ter parado de fumar há alguns anos, e só levava o amuleto para as mesas de poker em ocasiões especiais.

O torneio de cem dólares e 15 minutos de blinds, tradicional das terças-feiras, tinha rebuys ilimitados até o quarto nível, e uma parceirada disposta a enfiar ficha até secar a carteira. Não era o meu caso, mas nosso clone de Sammy Farha, numa noite especial, foi levado pelo movimento da mesa e se empolgou um pouco, tentando passar um blefe em cima de mim jogando as fichas com o medonho braço esticado…

Las Vegas, WSOP, junho de 2012
Parei por bons minutos bem próximo à mesa de um dos eventos da série, pra ver ali debaixo do meu nariz o monstro do nosso joguinho, Caio Pimenta, lotado de fichas e dominando a ação na mesa. Numa dessas, ele se envolveu numa mão com raises e reraises até o river. Com o bordo completo, ele puxou um montante considerável de fichas e arremessou sua aposta de um jeito desproporcional, mais para o alto do que de costume, espalhando as fichas no meio da mesa, sem deixar nenhuma escapar, e com uma tremenda cara de desfaçatez.

O adversário fez cara de bunda, e enquanto deliberava o call, muita gente no railbird entrou na frente para assistir ao desfecho da mão. Não consegui ver o que rolou, mas quando o pessoal abriu espaço, pude ver um dos jogadores perguntando ao outro — Você realmente não sabe quem é ele?!

Las Vegas, Cassino Aria, junho de 2012
Alguns dias depois, fui pro pano no torneio das sete da noite do Aria, um dos mais novos e maneiros cassinos da Strip. Numa mesa de cash ao lado, o mesmo profissional que me fatiou no evento #44 da WSOP daquele ano estava jogando solto, com algumas pilhas enormes de fichas de cinco e vinte e cinco dólares. Foldei minha mão e numa olhada rápida para a mesa dele, o vi arremeçando as fichas no pote, tal qual somente os profissionais fazem, tal qual Caio Pimenta.

Moral da história
O melhor tell é aquele que só você percebe, e seu adversário não tem a mínima ideia que está cometendo. Nunca valorize demais um tell, e também nunca menospreze, apenas coloque-o na equação que vai te ajudar a fazer a melhor escolha, pois um tell isolado do raciocínio da mão pode te dar uma leitura errada. Se você se dedicar, estudar e praticar muito, seu jogo vai evoluir, pois o caminho é sempre o mesmo, apanhar no começo, aprender e aplicar, incorporar e quando você acha que sabe, pinta uma coisa nova pra começar o ciclo novamente.

Se você não gostou, don’t tell anyone. Se gostou, idem, mas não dê tell pra ninguém, ou pelo menos, não exatamente este que insiste em me perseguir e eu insisto em não entendê-lo, desde quando eu nem mesmo entendia o mínimo desse joguinho.

 

Publicado originalmente em Aprendendo Poker

Mil dólares, hero-calls e filmes

Sua conta num mundo de faz de conta

 

O Planet Hollywood, em Las Vegas, começou a oferecer no ano de 2.012, um prêmio garantido de mil dólares para o campeão, nos seus quatro torneios diários de poker. Desconheço exatamente quando isso começou, mas suspeito que foi no meio do ano, para aproveitar o contingente de pessoas que vão jogar e assistir a WSOP e aqueles que vão curtir o verão tórrido que se aproxima na Sin City.

Uma boa estratégia para a casa, visto a quantidade de jogadores que se inscrevem e ajudam o prizepool a ultrapassar facilmente o valor garantido. Contudo, sob a ótica de alguns jogadores mais experientes, parece mais uma isca para atrair turistas (claro, a maioria é turista, mas me refiro aos jogadores ocasionais que estão de férias na cidade e vez ou outra trocam as mesas de roleta e blackjack pra tentar a sorte no poker), pois a estrutura de seis mil fichas e blinds de 20 minutos não agradaria a grande maioria deles. Mas, afinal, vale a pena?

Certamente para os turistas vale, e o field é repleto deles. Para os profissionais, definitivamente não, raramente você topa um deles no feltro, mas, alguns caras que têm uma noção razoável e conseguem jogar bem em estruturas mais rápidas aproveitam o edge, focam no prêmio e não ficam reclamando da curta pilha de fichas, afinal, uma boa chance de levantar um barão e arriscar um evento de mil dólares na Série Mundial.

Nunca tive um bom retrospecto nessa poker room, embora tenha sido a primeira sala que joguei em Vegas. Na minha última tentativa, em junho de 2.011, levei uma trinca na orelha bem no início. Uma tiazona limpa no UTG e eu acordo no BB com AQ, mando um raise depois de alguns limpers, e somente ela dá o call. O flop premiado ditou o meu destino, dois pares pra mim e trinca de cincos pra ela.

Eu já tinha notado que todos os dealers do Planet, que são rápidos e espertos, têm um crachá com seu nome preso a camisa, algo comum nos cassinos, e normalmente abaixo do nome, sua cidade natal (ou país). Peculiarmente, no Planet, abaixo do nome aparece seu filme favorito. Curioso perceber, especialmente nessa mão onde a tiazona me rapelou, que o filme escolhido por essa dealer era Conduzindo Miss Daisy (Driving Miss Daisy, 1.989), quase um recado pra eu conduzir melhor minha dama pareada no flop… Um aviso cinematográfico, que tratei de deixar de lado enquanto dava call no all in e amargava a eliminação.

Bem, após um ano voltei lá, e depois de casar as 70 pratas pra jogar o torneio, entrei num chorrilho daqueles, mão após mão puxando tudo. Quando você entra num momento desses tudo faz mais sentido, a percepção fica mais apurada, a lógica por trás das jogadas fica clara e você ganha uma confiança tremenda. Aliás, confiança é algo pouco explorado pela literatura do poker, mas nesse caso, o excesso de confiança foi tão ou mais prejudicial do que a falta dele. E, alguns minutos depois de entrar nesse chorrilho, comecei a dar os piores hero-calls daquela temporada em Vegas. Três seguidos, e em todos os potes, independente de ter high card, bottom ou middle pair, fui vencido por um top pair que rasgou o river. O hero-call é um dos termos mais estranhos do poker, pois faz sentido quando o jogador acerta, mas o torna um bobalhão quando o vilão está a frente. No meu caso, inversamente, os três piores hero-calls foram precedidos por um hero-call genial, que me deu um pote monstro e uma confiança além do habitual, mas aquém da lógica, que me fez cegar de vez à mesa, desqualificando os adversários.

Atordoado e sem ação, fiquei aguardando um bom spot pra estourar tudo. Inerte por duas órbitas, assisti a um alemão, que foi movido para minha mesa, dobrar e ficar curto pelo menos por três vezes. Ele tomava aquela fatiada, encarava um flip, dobrava… Fatiada, flip, dobrada… E então recebi um AQ no meio da mesa, e como num flashback, olhei para o dealer, conferi o filme favorito dele, Duro de Matar (Die Hard, 1.988), e botei tudo no pano. A ação chega ao alemão que embora tivesse praticamente a mesma quantidade de fichas da minha pilha, personificava a frase “Arriscar nada é arriscar tudo”, e tomei um call de 33.

O desfecho? Dama na tampa do flop, trinca no river pra ele, duro, duro mesmo de matar. Faz sentido num mundo de faz de conta tal como é Hollywood e seu cassino. Só que não, joguei mal mesmo.

 

Publicado originalmente em Aprendendo Poker.

Vermelho 29

Era uma noite qualquer. Não, não era. No meio da madruga, pregado numa das três mesas $1/$2 de cash do Bally’s Casino, em Las Vegas. É o último resto de noite na Sin City, e estar à mesa faz todo o sentido, é o novo ritual de despedida, numa tradição que só se inicia quando termina, quando a Strip cabe na janela do avião.

Dealers cordiais, jogadores nem tanto, uma pequena fatiada me sacou da mesa pra respirar ar puro, pra esquentar os pulmões com uns tragos e com o ar quente da entrada. Mais um grupo enorme de orientais falando alto enquanto ocupam o lobby para fazer check in. Lembrei da mala, aliás lembrei-a como obrigação. Tinha apenas mais alguns minutos para subir pro quarto, tomar uma ducha, jogar as tranqueiras na mala e fazer o check out rumo ao aeroporto.

Voltei à mesa, um cashout gordo e uma gorjeta de acordo seguida de um “I appreciate”. Deu vontade colocar tudo no vermelho 29, forrar de vez. Não sei da onde veio isso, na roleta o 29 é preto, é uma brincadeira, alguém falou errado em algum momento, mas a tiração de sarro ficou, e para toda sessão positiva no cash, o barato era se atrever a colocar tudo no número que não existe naquela cor, jogando com o azar do improvável, do não possível.

É como quando você está socando ficha no pano achando que está a frente, mas está sendo manipulado. É o flush second nuts que te elimina do torneio, ou a falinha do oponente dizendo “paga pra ver”, e você folda e ele mostra o blefe amargo. É como buscar o segredo do poker, aquela coisa que só os profissionais mais experientes sabem, e não contam. Viktor Blom disse que o segredo é parar no momento certo, segundo reportagem do Codigopoker. Então você não acredita, ele erra grande e acerta tanto ou mais, todos os dias, mas parar é o segredo? E então se vai em busca de outro segredo, e outro, e mais um, mas nenhum contenta.

A cada viagem para Vegas o cenário muda, os jogadores mudam, um cassino ou outro é aberto, aquela cardroom cheia de fishes não existe mais, tá na outra ponta do salão, cheia de regulares de olho na sua pilha. Você atravessa as portas de cada lugar depois de uma noite em claro, e o sol escaldante acerta seu rosto enquanto você pensa “qual é o segredo?”. O que era fácil, virou osso duro, a grana na mão virou ferro, o tiozão que arruma as fichas pela cor das bordas irrita, mais uma temporada se vai.

No ano anterior, a última noite foi uma mesa final, foi bom, um punhado de fichas de prêmio. Vamos pro vermelho 29? Esquece, brinde regado a Guinness de garrafa, no mesmo calor abafado, do lado de fora do cassino assistindo mais uma leva de orientais chegando de táxi, construindo a nova tradição, o novo ritual de despedida, a ida necessária para a volta…. e o segredo? O segredo, de fato, não é um método ou uma sacada, ou mesmo a união de tudo isso. O segredo é fazer os outros pensarem que há um.

 

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